Freud explica, Lacan simplifica

“Freud explica, Lacan complica”

Escutei muito essa frase durante a graduação em Psicologia, nunca achei ela verdadeira.

Jacques Lacan (1901-1981) foi um psicanalista francês, viveu como uma celebridade em seu tempo, namorou atrizes, teve programas na televisão, participou de movimentos políticos, tudo isso enquanto descansava de seu maior trabalho: trazer os textos de Freud para a realidade em que ele vivia, trazer nova leitura para os textos de Freud, e ser responsável pelo movimento psicanalítico atual.

Muitos dizem que Lacan é complicado demais.  Eu não digo que Lacan complica: ele atualiza. Mas não atualiza a Psicanálise; ele nos atualiza sobre ela. Colocando em seus termos ele permite que ela entre em nossa realidade, com os exemplos pertinentes, fossem eles quais fossem, fossem eles quantos fossem. No fim, Lacan simplificou.

Se vivo, Lacan hoje (13 de abril de 2018) completaria 117 anos de vida, um ano a menos que a Psicanálise. Fato que tem um simbolismo interessante: Lacan não existiria, nunca, num mundo sem a Psicanálise, tanto que esperou pra nascer depois dela. Hoje seu aniversário não marca o nascimento de um homem, mas do homem que nos trouxe de volta a maior concepção de cura já criada.

Muitos tentam ser como Lacan, nenhum conseguiu até hoje, dificilmente hoje em dia alguém conseguirá: Lacan foi único e atemporal, assim como Freud antes dele.

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